177 - Jogos Adultos

177 parece apenas mais um desses jogos pornô pra PC... Mas trata-se de uma obra doentia.

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Marcio Baião

177 (Vídeo Game)

Um jogo que passou dos limites.

Este vídeo é sobre o jogo 177... Que foi desenvolvido e publicado pela Macadâmia, o selo adulto da DB-SOFT, em setembro de 1986, inicialmente para a máquina NEC PC88 no Japão. Posteriormente, também foi jogado nos PCs NEC PC98 e Sharp X68000. O nome do jogo faz referência direta ao código penal japonês para crimes de agressão sexual, e o jogador controla um agressor sexual, uma premissa que já dá o tom do que está por vir.

O protagonista, Hideo Ouchi, é um ex-operário de 26 anos que passa seu tempo livre lendo mangás em lojas de conveniência à noite. Sua vítima, Kotoe Saito, é uma jovem de 21 anos que trabalha em uma multinacional de informática e namora Akira Shindo. No jogo, o jogador persegue Kotoe em uma sequência de ação que culmina em um ato sexual não consentido.

A jogabilidade envolve duas fases principais: a perseguição, onde o jogador deve evitar obstáculos e arrancar peças de roupa da vítima, e o ato sexual, controlado por botões ou teclas. O jogo lembra o estilo de X-Man do Atari 2600, mas é mais avançado. As expressões faciais da vítima mudam conforme a situação se desenrola, e a pontuação é afetada pela performance do jogador.

177 foi considerado excessivamente explícito e polêmico desde seu lançamento, levando o governo japonês a retirá-lo do mercado. Foi posteriormente relançado com conteúdo amenizado. A crítica é praticamente unânime em condenar o jogo por sua temática e execução, vendo-o como uma glorificação da violência sexual. Além disso, a jogabilidade, apesar de tecnicamente rica para a época, é utilizada de forma totalmente inapropriada, tornando difícil separar a mecânica do conteúdo perturbador.

A narrativa do jogo, onde o agressor se casa com a vítima caso "tenha sucesso", é particularmente doentia e reflete uma compreensão distorcida e prejudicial das relações humanas.

Revisitar 177 é um exercício perturbador que revela as profundezas do mau gosto e da insensibilidade. Embora tenha uma jogabilidade elaborada para sua época, a premissa e a execução são moralmente indefensáveis.

Não é apenas um jogo absurdo; é um retrato das falhas morais que podem surgir quando a criatividade é usada para o mal. No meu ranking de jogos mais doentios, ele ocupa o primeiro lugar, e acredito que será difícil encontrar um título que o desbanque dessa posição infame.

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